O Brasil tem enfrentado intensas ondas de calor, com temperaturas superando os 40°C em algumas regiões. Esse cenário exige atenção redobrada dos produtores de aves, suínos e ovos, já que o estresse térmico pode comprometer o bem-estar e o desempenho zootécnico dos animais.
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Desafios do calor na produção animal
O calor intenso afeta diretamente o comportamento dos animais. Segundo Cristovam Xavier, supervisor de suínos na Seara – Unidade de Dourados (MS), no Mato Grosso do Sul as temperaturas chegaram a 38°C, com umidade elevada de 75% a 80%, agravando a sensação térmica.
Já no Rio Grande do Sul, Cássio Raminelli, especialista em ambiência de frangos de corte, relata que os termômetros marcaram 39°C, mas com umidade mais baixa, em torno de 35% a 40%, exigindo estratégias de resfriamento nos aviários.
Para minimizar os impactos do calor, produtores que possuem galpões climatizados contam com placas evaporativas e nebulizadores, que ajudam a reduzir a sensação térmica. Já nas granjas convencionais, sem climatização automatizada, é essencial adotar boas práticas, como:
- Uso de nebulizadores temporizados para aumentar a umidade e reduzir a temperatura;
- Ajuste da ventilação em modo túnel para promover melhor circulação de ar;
- Monitoramento da temperatura da água e realização de flush nas tubulações para garantir um fornecimento adequado e refrescante aos animais;
- Sombreamento das caixas d’água e arborização ao redor das granjas para reduzir a radiação solar.
Sinais de estresse térmico
O estresse térmico provoca mudanças comportamentais nos animais. Em suínos, observa-se inquietação, busca por locais úmidos e redução no consumo de ração para evitar maior produção de calor corporal. Já em frangos, há ofegância, inquietação, busca por correntes de ar e queda no consumo de ração, afetando diretamente o ganho de peso e os índices produtivos.
Para evitar perdas na produtividade, Cássio Raminelli enfatiza a importância da presença do produtor na granja durante os períodos mais quentes do dia. Entre as ações fundamentais, destacam-se:
- Ajuste correto das cortinas e ventiladores para manter a circulação de ar ideal;
- Uso de nebulizadores em momentos estratégicos para reduzir a sensação térmica;
- Garantia de uma boa vazão e temperatura da água, essencial para o consumo adequado pelos animais.
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